Antoninho Fernandes, craque no campo e no banco

Um dos maiores artilheiros do Peixe, o meia de futebol refinado virou técnico para ganhar, entre outros títulos, um tri paulista, um brasileiro, uma supercopa sul-americana e uma Recopa Mundial. Foi ouro no Pan-Americano dirigindo o Brasil

                                              Agachado com a bola nas mãos, no time de 1951

 

 

É possível que eu tenha visto Antoninho Fernandes em campo, em seu último ano de jogador. Mas, lembrança que é bom, nada. De 1954, a única imagem que restou com alguma nitidez, mais de 65 anos depois, foi a de um dia sombrio de agosto. Aquele 24 em que o presidente Vargas se matou.

Levaria um pouco mais de tempo para fixar instantes dos primeiros jogos na Vila. Uma derrota para o Corinthians, perto do Natal. Uma vitória contra o Botafogo de Garrincha, com o menino Pelé entrando no fim. Mas Antoninho já não brilhava com a camisa branca.

Para falar a verdade, na minha meninice eu nem sabia quem era Antoninho. Porque ídolos brotavam em penca na Vila e as coisas aconteciam tão rápido com o Peixe, que eu pensava que sempre haviam sido daquele jeito. Um show de bola de não se acabar.

Antes que o Sputnik desse a volta na Terra e assombrasse o mundo, o Santos já corria o planeta e empolgava multidões. Pelé e Dorval vinham na esteira de Ramiro, Zito, Formiga, Álvaro, Pagão, Del Vecchio, Vasconcelos e Pepe. Além desses, Lima, Mengálvio e Coutinho estavam de malas prontas para desembarcar na Vila ou já tinham chegado ao campo dos sonhos. Que tempos!

Os mais velhos falavam maravilhas de Nicácio, Odair, Carlyle, Pinhegas, Walter e, principalmente, Antoninho Fernandes. Mas para quê cultuar o passado, mesmo tão próximo, se o presente nos oferecia tanto? De forma que uma geração de craques foi esquecida, ou nem era lembrada pelos que pegavam o bonde maravilhoso naquela hora, como eu.

Só fui ouvir falar de Antoninho quando ele passou a ser definitivamente o principal assistente do técnico Lula. Não soube dos dois anos que ainda jogou no Jabuca nem do título mineiro conquistado com o Galo, já como técnico, no início dos anos de 1960. Desconhecia, sobretudo, sua importância na formação das inesquecíveis equipes santistas.

Na cidade ou longe dela, Antoninho continuou trabalhando para o clube que sempre amou. Jamais houve um olheiro como ele, capaz de reconhecer o craque no primeiro toque na bola. Ou tão profundo conhecedor do maior celeiro de futebolistas que o Brasil já teve: a várzea santista, de onde saiu e à qual voltaria até morrer.

Nas décadas de 40, 50 e 60 do século passado, era possível formar fortíssimas seleções nacionais só com jogadores nascidos na cidade, como Olavo, Cláudio Cristóvão Pinho, Baltazar e Pavão, para citar os que fizeram sucesso em outros clubes. Antoninho era um desses selecionáveis, mas teve a falta de sorte de jogar numa época que era mais forte a influência carioca na seleção. Por isso, nunca defendeu a equipe nacional.

Como seu time era a alegria dos juízes safados, teve de se contentar com dois vice-campeonatos paulistas, no período em que jogou no Santos, de 1941 a 1954. Ganhou, ainda, a Taça Cidade de São Paulo, em 1949, o torneio quadrangular de Belo Horizonte, em 1951, e o torneio início do campeonato paulista, em 1952. Pela seleção paulista, foi campeão brasileiro nesse ano.

Rápido, habilidoso e inteligente, era um grande armador – foi chamado de “arquiteto da bola” – e um mortal finalizador. Em exatos 400 jogos, marcou 145 gols para o Santos. É o 12º maior artilheiro santista.

                                                    Medalha de ouro com o Brasil no Pan de 1963

Em 1967, no lugar de Lula com apenas 45 anos de idade, o atacante alto e esguio deu lugar ao treinador gordo e tranquilo, que continuou levando o Santos a grandes conquistas. Em quatro anos, foi campeão brasileiro (Taça de Prata de 1968), continental (Supercopa Sul-Americana) e intercontinental (Recopa Mundial, batendo a Internazionale, campeã da Recopa Europeia);

Ganhou, ainda, o tricampeonato paulista de 1967 a 1969, a Taça Cidade de São Paulo de 1970 (com um time de garotos, já que meio Santos servia à seleção no tri do México) e torneios internacionais, como o Hexagonal do Chile (duas vezes) e o Pentagonal de Buenos Aires. Antes, foi campeão Pan-Americano, dirigindo a seleção brasileira nos Jogos de São Paulo, em 1963. Em 1971, quando Athié deixou a presidência, passou o comando da equipe para seu ex-jogador Mauro.

Antoninho Fernandes nasceu em Santos no dia 13 de agosto de 1921. Morreu muito jovem, aos 52, também em Santos, no dia 10 de dezembro de 1973. Era um domingo. Horas depois, viu lá de cima o seu time entrar em campo, no Morumbi, para enfrentar o Palmeiras.

O maior e mais vitorioso técnico do futebol mundial

Na minha memória afetiva estão os dois jogos épicos do Santos em competições oficiais: a virada contra o Milan, no Maracanã, em 1963, e a goleada sobre o Fluminense, no Pacaembu, em 1995, que nos levou à final do campeonato brasileiro daquele ano. Assisti ao primeiro pela TV e ao segundo no estádio. Na mesma memória estão os dois maiores espetáculos de futebol jamais vistos no mundo, protagonizados pelo time mágico de Zito e Pelé.

Ambos também oficiais e consagrados por títulos conquistados aconteceram nos inesquecíveis anos de 1962 e 1963, quando o Peixe virou cinquentão e levou tudo o que disputou. Foi um show por onde passou. Nesses dois jogos, que apenas ratificaram a liderança santista nacional e mundial, brilhou além do time fantástico a competência do treinador Luiz Alonso Peres. Lula, aliás o criador do time. Do primeiro desses jogos, soube apenas o resultado, no dia seguinte, pois era interno em um seminário de padres. O segundo, vi pela TV.

Naquela época, não estava na moda a expressão “nó tático”, mas foi exatamente isso o que Lula fez com os pobres adversários. Contra o Botafogo, que se achava rival do Peixe, mas que historicamente foi apenas um eventual coadjuvante de nossas conquistas, o massacre de 5 a 0 no Maracanã, fechando o bicampeonato da Taça do Brasil (em seguida, sucessivamente, viriam mais três títulos nacionais) não deixou margem a dúvidas. O Botafogo de Garrincha e Didi era irremediavelmente impotente diante do Peixe.

Na noite de 2 de abril de 1963, os dois times entraram com sua força máxima no Maracanã. O Santos tinha vencido no Pacaembu (4 a 3), mas o Botafogo ganhou o segundo jogo por vistoso 3 a 1, e era considerado pela mídia o favorito a conquistar a Copa do Brasil. A ilusão durou pouco. O Peixe meteu cinco com os seus atacantes (Dorval, Coutinho, Pelé, Pelé e Pepe) e deu branco no ataque carioca de Amarildo, Quarentinha e Zagallo, além de Garrincha.

Para esse resultado, foram fundamentais duas intervenções táticas de Lula: Zito ficou na cobertura de Dalmo na marcação a Garrincha e Dorval recuou para acompanhar Zagallo, bloqueando a armação do time botafoguense. O ponta esquerda não viu a cor da bola, anulado pelo ponteiro santista, e o genial Mané pouco produziu. Quando passava por Dalmo, parava no grande capitão.

Meses antes, no Estádio da Luz, Lisboa, a intervenção tática do treinador do Peixe foi mais simples, mas mostrou outra de suas qualidades, talvez a menos valorizada. Desde que assumiu o Santos, e foi montando o maior time da história do futebol, Lula estimulava a polivalência dos seus jogadores. Com ele, zagueiros pelo meio deviam ser tão bons laterais quanto meias defensivos e avançados, às vezes até atacantes, como Ramiro, Formiga, Urubatão e Feijó não cansaram de mostrar. O mesmo valia para laterais, volantes, meias e atacantes. No time de Lula, tinham de jogar em várias posições.

Em Lisboa, Lula tinha à disposição o mesmo time da vitória no Maracanã, pouco menos de um mês antes, com Gilmar, Lima, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Mengálvio, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Ou seja, podia escalar simplesmente o melhor conjunto da história do futebol mundial, e não precisava esquentar a cabeça. O bruxo, entretanto, resolveu azucrinar os portugueses.

Foi assim que o veterano zagueiro Olavo surgiu na lateral do Peixe, na noite de 11 de outubro de 1962, no Estádio da Luz. Eram tão grandes a empáfia lusitana e a certeza na vitória em Lisboa, decorrentes do que o Benfica fizera com os rivais europeus, incluídos Barcelona e Real Madrid, no bicampeonato da Copa da Uefa, que a mudança promovida por Lula nem foi percebida por eles.

Na verdade, a entrada de Olavo nada alterava na defesa santista. Mas o deslocamento de Lima para a meia, no lugar de Mengálvio, foi decisivo. Ao poderio do ataque santista acrescentou-se a mobilidade de Lima, mais ofensivo do que o clássico meia catarinense. Além de mais rápido, o coringa era também um poderoso finalizador de média distância.

Em suma, não foi fácil a vida do goleiro Costa Pereira. Com Dorval e Pepe em noite mais inspirada do que nunca, era impossível para ele e seus companheiros saber onde morava o perigo. O técnico Riera achava que o Santos tentaria manter a vantagem obtida no Maracanã e jogaria na defesa.

Pagou caro a ingenuidade. “O Santos nunca se fechava”, disse Zito ao jornalista Odir Cunha. “Fomos pra cima deles desde o início”, completou Lima. Aos 25 minutos, Pelé já havia marcado duas vezes. E os santistas só deram folga aos 32 do segundo tempo, quando Pepe fez o quinto gol, depois de Coutinho e Pelé terem feito outros dois. No fim, o público aplaudiu de pé o time brasileiro.

Quase100 mil portugueses viram no estádio aquela exibição inacreditável e até saíram felizes com os gols marcados por Eusébio e Santana depois dos 40 minutos do segundo tempo. Afinal, tiveram o privilégio de testemunhar um espetáculo de gala apresentado pelo maior time do mundo. Um time que, além da realeza de Pelé e da liderança de Zito, contava com a genialidade de um elenco inteiro de mágicos da bola. Sob o comando de Lula.

Não por acaso, quatro anos depois Lima foi o melhor jogador da seleção na Copa da Inglaterra, tendo se transformado no mais famoso coringa do futebol brasileiro. Jogava praticamente em todas as posições. Lula procurava explorar ao máximo o talento dos jogadores de que dispunha, muitas vezes montando o time não com os melhores por posição, mas com os melhores do elenco.

No ataque santista, Alfredinho, Dorval, Álvaro, Pagão, Coutinho, Toninho, Tite, Edu e Abel podiam jogar tanto nas extremas quanto no meio, recuados ou avançados. O Santos de Lula tinha, permanentemente, um grupo de cerca de vinte titulares, que se equivaliam e davam ao treinador todas as opções técnicas e táticas. A torcida ia para o estádio sem saber bem que time jogaria. Pagão ou Coutinho? Tite ou Pepe? Dorval ou Alfredinho? Zito e Mengálvio? Zito e Lima? Lima e Mengálvio? Zito ou Formiga ou Urubatão?

Lula assinou o primeiro contrato com o Santos no dia 13 de maio de 1952. O treinador era conhecido na cidade pelo trabalho em equipes amadoras e foi para a Vila trabalhar na base. O mineiro Formiga (Cruzeiro) e o goleiro Manga (Bonsucesso) já estavam lá desde o ano anterior, mas em seguida chegariam Zito (Taubaté), Álvaro e Feijó (Jabaquara, no começo de 1953), Vasconcellos e, mais tarde, Pagão (Portuguesa Santista). Nos times de baixo despontavam os promissores Del Vecchio e Pepe, além de Ramiro, comprado do Fluminense.

Era um elenco de peso, mas os títulos não vinham e uma penca de técnicos foi chegando e sendo dispensada. Até que, em junho de 1954, o presidente Athié decidiu entregar o time a Lula, que se transformaria no melhor e mais vitorioso técnico do futebol brasileiro. Em 13 anos no Santos, Lula ganhou 21 títulos oficiais, entre eles dois mundiais, duas Libertadores e o pentacampeonato brasileiro (Copa do Brasil, de 1961 a 1965), além de oito paulistas e diversos troféus internacionais. Venceu 770 partidas em 950, inéditos 81% de vitórias.

O maior mérito de Lula, entretanto, foi assim reconhecido pelo jornalista Odir Cunha, no livro Time dos sonhos: “Jamais outro técnico criou uma obra tão perfeita. Um time com todos os jogadores do próprio país, nenhum contratado por muito dinheiro e quase todos lançados antes de atingirem a maioridade.”

Lula foi demitido em 1967, dando lugar ao auxiliar Antoninho Fernandes, por causa de alguns maus resultados (entre eles a eliminação para o Cruzeiro, na Taça Brasil de 1966) e de intrigas políticas internas. Voltou depois à Lusinha e, em 1968, passou pelo Corinthians, com o qual derrubou o tabu, que ajudara a criar, de não vencer o Santos. Trabalhou ainda na base do Santo André e afastou-se do futebol no início dos anos 1970 por graves problemas de saúde.

Luiz Alonso Peres, o técnico que foi pedreiro e estivador antes de trabalhar no futebol, nasceu em Santos no dia 1º de março de 1922 e morreu aos 50 anos, em 15 de junho de 1972, em São Paulo. O Peixe deve uma grande homenagem a ele.

A terceira estrela esquecida e o primeiro tri das Américas

 

Recopa Mundial conquistada com o gol de Toninho

Neste dia 24 de junho, em 1969, um ano quase tão mágico para o futebol quanto o biênio 1962/1963, o Santos bateu a Inter de Milão no San Siro por 1 a 0, gol de Toninho Guerreiro. Era o terceiro mundial de clubes. Menos de uma semana após vencer as finais do campeonato paulista (outro tri estadual), o time viajou para jogar com o supercampeão europeu com a faixa da Recopa Sul-Americana.

Das duas copas, organizadas pela UEFA e pela Conmebol, participaram apenas clubes campeões mundiais. O representante europeu foi definido pela desistência do Real Madrid de participar do confronto com a Inter. Na verdade, o clube espanhol sempre evitou jogar contra times sul-americanos fora do seu continente, particularmente contra o Santos de Zito e Pelé, e essa era uma possibilidade, caso disputasse e ganhasse o título continental.

Do lado de cá, disputaram a Recopa Sul-Americana o Peñarol do Uruguai, o Racing argentino e o Peixe. Dois turnos, com jogos de ida e volta. O primeiro turno foi jogado em novembro de 1968. O Santos venceu o Racing no Parque Antártica (2 a 0, Pelé e Edu) e o Peñarol no Maracanã (1 a 0, Clodoaldo).

No returno, abril de 1969, outra vitória sobre o Racing em Avellaneda (3 a 2, com dois de Toninho e um de Negreiros) e uma derrota de 3 a 0 contra o forte time uruguaio, em Montevidéu. Na última rodada, o Racing, que havia perdido de 3 a 0 no Centenário, segurou o Peñarol (1 a 1) e deu o título ao Peixe.

Na Recopa Mundial, o regulamento previa decisão em melhor de três jogos, mas em seguida à derrota em Milão, os italianos decidiram entregar os pontos. Ainda no vestiário, anunciaram que não viriam ao Brasil e os santistas puderam trazer no avião a taça do seu terceiro título mundial de clubes.

De forma que, bem antes do São Paulo, o Santos foi tricampeão mundial, justificando a fama obtida desde o início da década de melhor time de futebol do planeta. Talvez nem tenha comemorado tanto quando os dois primeiros mundiais, pelo excesso de conquistas acumuladas pelo time de Zito e Pelé.

Naquele mesmo ano, além dos dois títulos internacionais, o Peixe fechou outro tricampeonato paulista, a competição mais forte do continente, e contribuiu com quase todos os seus titulares para a mais brilhante classificação de uma seleção nacional para a Copa do Mundo.

O milésimo do Rei: cereja de 1969

O Brasil habilitou-se a ganhar o tri mundial no México contando com oito santistas no grupo convocado pelo técnico João Saldanha: Cláudio, Carlos Alberto, Joel Camargo, Djalma Dias, Rildo, Clodoaldo, Pelé e Edu. Seriam nove, se fosse feita justiça a Toninho Guerreiro.

Coroando o ano, no dia 19 de novembro, no Maracanã, os companheiros do Rei comemoraram o milésimo gol junto com ele.

Matando a democracia, para salvar a democracia

                              Semelhanças e afinidades

Há duas semanas, bandos “democratas” de torcedores organizados dos times de futebol de São Paulo vestiram preto como cor preferencial, ergueram os punhos fechados à mma e foram à luta. O palco da guerra, a Avenida Paulista, estava parcialmente ocupada pelos “fascistas”.

O comando de defesa da democracia, como autoproclamado e tratado pela grande mídia, estava armado de seus melhores argumentos – paus, pedras e artigos para fogueira, E não titubeou. Foi pra cima da polícia, tentando chegar ao inimigo. Destruiu e queimou o que encontrou no caminho, em eloquente demonstração da tolerância que os guia. Com um porrete na mão e uma palavra de ordem na boca, não são mesmo umas gracinhas, Hebe?

O xerifão companheiro do velho juiz de merda nada viu demais nisso tudo. Nem moveu um nervo do mussolíneo rosto. Em São Paulo, até a guarda civil metropolitana sabe quem são os organizadores e financiadores dos bandos ditos de torcedores, na verdade formados por arruaceiros e criminosos.

Se a polícia municipal nada faz contra eles é porque se borra de medo dos marginais e de suas ramificações nos presídios. Como conhece de perto seus bons clientes, não é com eles que o acusador-investigador-punidor da nossa peculiar justiça se preocupa. Daí também a inércia da banda dominada da Polícia Federal, aquela que não se submete a interferências.

Os olhos argutos do pau mandado do advogado do PT, hoje presidente do stf (quem diria!), estão voltados para o outro lado. O lado amarelo. Para o esperto Xandão, é ali que mora o perigo. Parecem grupos familiares, incluídas as crianças e os não esquecidos velhinhos, em inocente convescote na via pública. Mas o solerte policial não se deixa enganar, pois sabe tudo de bandidagem.

Sabe que aquela turma apenas disfarça malignas intenções. É certo que ninguém agridem, nada destroem, mas querem acabar com a corte dos impolutos Gilmar e Lewandowski e com o parlamento do Botafogo e de outras dezenas de sobreviventes da lava jato. Vejam só!

Legislativo e Judiciário, principalmente na figura dos que mais os emporcalham não podem ser criticados por ninguém. Já no outro poder constitucional, o Executivo do presidente democraticamente eleito e do ministério legitimamente escalado, nesse podem bater à vontade.

Sintam-se liberados milicianos encapuzados, grande mídia marrom empulhadora, blogs e publicações nanicas movidas a pixulecos, esquerda rouanete festiva e, sempre, instituições da sociedade civil aparelhadas política e ideologicamente. É preciso dar nome ao gado, Santa Cruz?

A parcialidade de toda essa gente é tão grande que os fogos lançados sobre um supremo preenchido pela ausência de Fachins e Carmem Lúcias escandalizaram nossos democratas impressos, televisivos e judiciais. Os mesmos que ignoraram a retirada do mastro e a queima da bandeira brasileira, naquela noite, em Curitiba, por rapazes civilizados. Como ninguém é de ferro, não se pode condenar que eles tenham aproveitado o embalo para também abater vitrinas suspeitas de atentar contra as liberdades.

Nesse caso, o advogado do pcc, hoje inquisidor mór do tribunal que consagra Celso de M…, é um magistrado compreensivo. Entende a fúria da rapaziada e acha legal o hackeamento de autoridades, sem temer a volta do cipó de arueira e do pau que bate em Chico.

É implacável, porém, com a privacidade e a inviolabilidade de deputados e senadores com mandato popular. Acha que o xamego do Temer que o nomeou é tão representativo quanto o voto de milhares de brasileiros. Pois, sim! – dizia a Bela (e sábia) Dolores.

Será que temos de nos orgulhar do Darth Vader feito black bloc desgarrado que estraçalha a democracia para alegadamente salvá-la?

Com todo meu amor: sofra e morra, canalha!

Semana passada, um obscuro escritor, de algum sucesso junto à patota (o que é duvidoso, porque são todos intelectuais e entre eles há mais competição do que amizade), disse cheio de amor no coração que o país só vai melhorar quando o último bolsonarista for enforcado com as tripas do último pastor evangélico. Que fofo! Reproduzo sem aspas, porque esqueci de copiar e colar tão caridoso sentimento, o melhor que habita essa alma sensível.

No fim de semana, um amigo que prezo demais propôs que a atriz Regina Duarte, ex-secretária de cultura do governo federal, seja carinhosamente empalada. Sexo anal com areia e vidro moído seria sua pena, de acordo com o bom amigo, por suposta “apologia a crimes de tortura”. Quanta ternura! A moça nem foi julgada, muito menos condenada, mas já está apenada por pessoa que cultiva as práticas democráticas e ama o próximo como a si mesmo.

Sabe-se que Alexandre de Morais investiga um chamado “gabinete do ódio”. Saber o que o sujeito investiga não é difícil. Complicado é achar algo que ele não está investigando. No tal inquérito que o presidente do STF abriu e esqueceu de fechar cabe qualquer coisa. Até olhar feio, se quem olha está do lado de lá e o olhado é “gente nossa”. Uma beleza de sistema que combina acusação, apuração e julgamento, tudo a cargo de uma corte composta do pior que nossa justiça já obrou. Inclusive o famoso “juiz de merda”.

No país do mais feroz Xabuca versus Burrinha – e quem já subiu o Morro do Marapé sabe do que falo –, atribuir os pecados da ira e do ressentimento a alguém é como cuspir para cima. Mas os dedos acusadores imaginam que, como nas turras da infância, ganha aquele que “pisar aqui primeiro”. Sabem como é: quem se desloca recebe! Dito deste jeito, tem sabor de meninice. Tem até alguma graça e poesia. Mas não se deve brincar com perversidades, como descuidadamente faço agora. A coisa é muito séria e machuca.

Nos dois casos citados, a raiva irrefreável se volta contra o lado que supostamente representa o mal, encarna a tortura e defende todas as mazelas dos regimes autoritários. Os agentes do tal gabinete do ódio. Mas, no fundo, o crime que se atribui a eles é querer ser ou querer fazer, já que de fato não são nem fizeram. Ainda não, admitem os bonzinhos, alertando que estão loucos para ser e fazer. De modo que é melhor prevenir, como acreditam a grande mídia e nossas melhores cabeças.

Outro ditado antigo diz que há fogo onde há fumaça. De fato, o governo acuado de todo lado, inclusive por uma pandemia, faz o possível para alimentar as suspeitas. Raramente acerta, erra em quase tudo e suas bocas falam bobagens demais. Seu maior erro, entretanto, foi ganhar a eleição e tentar pôr em prática o que anunciou na campanha eleitoral. Como pode! É inacreditável!

Bolsonaro, vejam só, comete o crime de querer fazer um governo bolsonarista.

Dá raiva!

De golpe em golpe, e o país que se dane!

Se Celso de M… pode comparar o Brasil atual à Alemanha dominada pelos nazistas nos anos 1930, posso perguntar que diferença existe entre o nosso país e as repúblicas bananeiras caribenhas, centro e sul-americanas, que fazem o sucesso dos escritores do nosso continente? Existe diferença? Talvez o que nos distingue seja o fato de que as quarteladas não são tão comuns por aqui. Mas os golpes e tentativas se sucedem com igual velocidade.

Mal a democracia brasileira foi reinstalada, após esboroar-se por si mesma a ditadura militar, lépidos tratamos de derrubar o primeiro presidente legitimamente escolhido em eleição direta. OK, o cara era inacreditável! Mas em seguida todos os outros sofreram ameaças ou tentativas de impeachment. Os mesmos que se unem para derrubar um, logo estão em fronts opostos, tentando pôr pra fora o beneficiário do golpe. “Governo bom é só o meu”, parecem dizer. São mais de 30 anos de inconformismo com o voto popular.

Enquanto o Brasil viver entre disputas eleitorais que, anunciados os resultados, se transformam em campanhas pela derrubada do eleito, dificilmente sairemos do atraso político e institucional em que nos afundamos mais e mais. É uma tristeza! Alegam os eternos golpistas que assim agem para corrigir o voto errado dos eleitores, que não sabem escolher a melhor opção disponível e colocam gente errada no poder. Conversa mole! Desculpa de quem só quer usar a democracia para chegar lá e nunca mais largar o osso.

O pessoal do PSDB previa, com a eleição de FHC, uns vinte anos dos tucanos no comando do país. Conseguiu oito anos, por causa da reeleição obtida no conchavo com parlamentares do chamado baixo clero. Zé Dirceu, que quis apear um ex-aliado do cargo ainda no primeiro mandato, pensava maior para o seu PT: 30 anos no poder. Quase conseguiu, com injeções de mensalão e petrolão. Pena! O sonho acabou no tsunami Dilma, que levou partido e país para o ralo!

No caso do lulopetismo, em suas eleições e reeleições, o golpe foi aplicado no eleitor, que só comprou gato por lebre. O Lulinha paz e amor, tal como foi travestido pelo marqueteiro do malufismo, logo se transformou no presidente que comandou o maior saque da história do Brasil, desde que os portugueses entregaram o ouro das Gerais para os ingleses. Dilma, por sua vez, ganhou duas eleições em campanhas sórdidas, movidas a fake news, à altura dos adversários Serra e Aécio. Na última, prometeu uma coisa e fez o oposto, exatamente aquilo que, segundo esbravejava na tv, os adversários fariam se eleitos.

Foi derrubada antes da metade do prazo de validade, e virou inimiga do próprio vice, que assumiu conforme manda a Constituição. Como teve os direitos políticos mantidos pelo companheiro Lewandowski, indicado ao STF pela falecida mulher do antecessor, engrossou o clamor pela redução da permanência de Temer na cadeira presidencial. Vestiu direitinho o figurino golpista, costurado sob medida para seus companheiros da esquerda.

Se entre si aplicam rasteiras, como esperar outro comportamento diante de um estranho no ninho. Bem ou mal, Bolsonaro rompeu com a alternância do PSDB e do PT no governo federal, o que é inaceitável para ambos. Anunciados os votos de outubro de 2018, já se falava em impedir a posse. Quando esta se tornou inevitável, começou a campanha de desgaste, preparatória da armação de futuros pedidos de impeachment.

O movimento em curso parece caminhar para o êxito, tanto mais que dela participam a grande mídia e o Supremo Tribunal Federal, em cumplicidade com os corruptos que têm o rabo preso até o último fio do pelo sujo. A malandragem conta também com o desonesto uso da pandemia para fragilizar o governo. E é assim, vergastando a cada ciclo as instituições democráticas, que os calhordas dizem querer ensinar o povo a votar. Pobre Brasil!

Não é o eleitor que precisa aprender a votar. São os políticos, as autoridades e as instituições que devem seguir as regras. Sem roubar no jogo!

Celso de M… defende Weintraub

Outro dia, o honorável decano do STF, o tal juiz de merda da história (alô, alô, PCC, sem retaliação, não sou eu quem fala, faço apenas uma citação) disse com as tortuosas palavras dele que o governo está instaurando o nazismo no Brasil. Ficou por isso mesmo! Ele atacou de maneira grave outro poder da República e nada aconteceu. Segue, inclusive, à frente de inquéritos contra um presidente a quem demonstra tanto apreço. Mostra que Saulo Ramos está coberto de razão.

Embora não corra qualquer risco, dadas as imunidades de que goza e graças ao corporativismo de seus iguais do STF, o merda, digo, o ministro do Supremo alegou que falava como um cidadão qualquer, não como magistrado. Daí não se sentir impedido de conduzir processos contra o presidente e o governo, da mesma forma como ninguém deve considerar as palavras dele, o juiz de merda conforme elogiado em livro, um ataque indevido do judiciário ao Executivo.

Se está criada uma jurisprudência nessa posição do Celso de … Mello, o ex-ministro Weintraub dispõe de uma defesa imbatível no processo que a corte move contra ele. Basta dizer, singelamente, que pediu a prisão dos vagabundos como pessoa física, não como integrante do governo Bolsonaro. Exerceu apenas o direito de qualquer cidadão de dizer o que pensa. O cidadão não cometeu crime, e o ministro não caluniou nem ofendeu instituição alguma.

Embora sua palavra valha tanto quanto a do M… ello. Nada!

“Deixa comigo!” Era Edu falando por Ele

No México, em 1959: já não se discutia qual era o melhor do mundo

Naquele tempo… o Cara nada disse aos seguidores. Nem havia o que dizer, porque o debate não existia entre o pessoal da Rua XV, os apreciadores do chope do Nicanor, e muito menos entre o povão da beira do cais, da orla das praias, do Gonzaga e da Vila Belmiro. O Santos era o melhor time do mundo e ponto. Sem contestação! Sem dúvida!

O que Ele deixava rolar eram pequenas discussões (hoje chamadas resenhas, para mim de forma equivocada) que torcedor adora esquentar diante de uma cerveja gelada, de um bolinho de batatalhau e, agora, da tela do computador. Era o que acontecia e o Criador do Time dos Sonhos apenas sorria. “Centroavantes? Vejam o que reservei pra vocês!”

Para ficar só quando a metade da história apenas começava, e não recuar a Arnaldo, Araken e Feitiço, o Santos bicampeão paulista em 1955 e 1956 tinha uma dos mais técnicos e ferozes centroavantes brasileiros: Emmanuelle Del Vecchio, que substituiu Odair Titica na função de fazer gols. Mas em 1955, quando foi artilheiro do campeonato paulista e chegou à seleção brasileira, o italiano já tinha a concorrência de um atacante franzino, formado na Burrinha.

Pagão foi entrando aos poucos no time, muitas vezes ao lado do próprio Del Vecchio, e ganhou a camisa 9 quando o titular passou a substituir o meia Vasconcellos, que teve a perna quebrada num lance com o zagueiro são-paulino Mauro, na Vila Belmiro. Em setembro de 1957, Del Vecchio foi vendido para o Verona da Itália, e a camisa 10 começou a ser assumida pelo menino Pelé, que aos 16 anos já jogava na seleção, e nem era titular do Peixe.

Com tudo isso, saía de cena uma fantástica dupla avançada – Del Vecchio e Vasconcellos –, para a entrada de Pagão e Pelé, que formariam com Pepe o espetacular trio PPP. A partir daí, a sucessão de grandes centroavantes no comando do ataque santista é avassaladora. A década nem termina e já surge Coutinho, outro fenômeno precoce, que estreia com 14 anos.

Um ataque de 1955: Alfredinho, Jair, Pagão, Vasconcellos e Pepe

Essa estirpe de artilheiros (em seguida enriquecida pela chegada de Toninho Guerreiro) só encontra paralelo no que aconteceu na ponta-esquerda do Peixe, a partir do momento em que Pepe se impôs e levou o técnico Lula a deslocar o versátil Tite para o lado direito ou para a armação do time. O Canhão da Vila reinou soberano no ataque santista até a metade da década seguinte, a das grandes conquistas dos anos 1960. Aí, um atrás do outro, chegaram às praias do paraíso os endiabrados Abel e Edu.

A estreia do magrela que veio do América do Rio foi de tirar o fôlego dos mais incrédulos frequentadores das arquibancadas da Vila, tanto quanto dos eternos insatisfeitos das sociais. Eu estava lá e pensei, com outras palavras: “Caramba! Como o Peixe foi encontrar esse diabinho? Só pode ser coisa do Cara lá de cima! Mas, agora, Ele vai demorar para trazer outra novidade como essa.”

Pois não se passou um ano e, numa noite no Pacaembu, diante do Bangu, veio fazer rima o Edu, poeta de Jaú. Sem a menor cerimônia, o moleque de 14 anos tirou a bola das mãos do Rei, na cobrança de uma falta: “Deixa comigo”, ele disse ao atônito Pelé, indeciso entre dar risada ou xingar. Foi o primeiro dos 183 gols que Edu marcou pelo Santos.

(Que me desculpe o pessoal da Assophis pelos enganos factuais que cometo ao contar minhas histórias confiando só na memória. É certo que, de vez em quando, se as dúvidas são maiores do que as frágeis certezas, recorro à bíblia do Odir Cunha, também conhecida como Time dos sonhos. Então, não erro.)

O nome é safadeza e o sobrenome, desonestidade

Mantenho uma curiosidade que nada tem de mórbida ou sádica. Quais são os números da covid-19 nos presídios, nas favelas brasileiras e na cracolândia paulistana? Se é verdade que as aglomerações humanas são fortes condutoras na transmissão do vírus, o que faz sentido, a situação nesses lugares deve ser muito pior do que nas cidades em que a realidade parece mais grave.

No entanto, as informações sobre essas populações são escassas. Acredito não ser difícil levantar esses dados regularmente. A apuração não exige grande empenho e tem a vantagem de dispensar o uso de aparatos cenográficos por repórteres e entrevistados, sem perigo de contaminação. Basta um contato telefônico banal com as fontes da área, como o jornalismo faz há décadas.

Ao que sei, a chamada grande mídia pouco se ocupa do assunto, a não ser para produzir relatos e cenas impressionistas, sem qualquer sustentação numérica. Parte da população encarcerada foi liberada pela justiça, sob a alegação de integrar grupos de maior risco. Não se sabe, porém, qual o tamanho do impacto da doença dentro das prisões, embora sejam frequentes as notícias de que criminosos liberados voltam a delinquir.

A cracolândia e os pontos de atendimento às populações de rua em São Paulo são outro mistério. De vez em quando, a televisão mostra a movimentação por lá, mas sem informar se são altos o contágio e a mortalidade. Na falta de jornalismo; sobram opiniões e comentários sem conteúdo. Nas chamadas “comunidades”, a desinformação é igual. Mostram-se, com as cores do sensacionalismo vulgar, as condições precárias de moradia das pessoas, desprovidas de recursos para higiene básica, como água e sabão. E só.

Quando a pandemia chegava aqui, baseada justamente na sensação de que não haveria como conter o avanço da covid-19 sobre as vastas populações carentes, uma instituição inglesa fez previsões alarmantes. O agouro foi replicado no blog de um pesquisador e chegou à grande mídia. Logo depois, as fontes deram o dito por não dito, mas o noticiário já estava contaminado também pela militância política da s empresas de comunicação e de alguns profissionais. A doença ganhou viés ideológico, ao invés de ser combatida.

É sempre bom lembrar que tais informações, bem como todas as ligadas ao assunto, são apuradas pelos municípios e pelas autoridades estaduais. Para que se possa ter uma visão nacional do problema, elas são ou deveriam ser repassadas todo dia ao Ministério da Saúde, órgão que tem a incumbência de totalizar os dados e divulgar o panorama geral. Por desencontros na chegada dos dados regionais, a divulgação diária passou por percalços, o que bastou para o governo federal ser acusado pela banda golpista de tentar ocultar os números, sonegar informações e minimizar a doença.

Daí a acusarem o presidente de ser o criador da covid-19 foi um passo curto. Na verdade, a acusação já era feita ao governo federal, que também carrega a inacreditável fama, pregada em suas costas pela grande mídia e pela politicalha oportunista, de criador de todas as mazelas nacionais em apenas ano e meio. Convenhamos que se trata de enorme façanha, pois teria superado o que o lulopetismo fez em 16 anos. Ou seja: os estragos comprovados que afundaram o país e levaram o ex-presidente à cadeia e sucessora à perda do mandato.

Safadeza é o nome dessa gente e desonestidade, o seu sobrenome.

Mariana do meu coração

Com o pai coruja e, aos 15, com as avós

Nesta segunda, 15 de junho, minha Mariana faz aniversário. Não estarei com ela, mas ela está comigo, sempre. Na minha mente, no meu coração, em todos os pontos do meu corpo. A Mariana não é só a filha abençoada que Deus fez com o maior capricho. A Mariana é uma pessoa inteligente, boa e talentosa. Formidável, como dizia meu pai, o avô que ela não conheceu.

Mariana toca há anos um movimento solidário em favor de um asilo de idosos muito carentes, no extremo sul da capital paulista. Começou sozinha, reunindo doações dentro da família e entre os amigos. Mas, como nunca deixa nada pela metade, logo a ação ganhou força e atraiu voluntários também movidos pelo amor ao próximo. Este ano, ampliou-se com a participação ainda tímida de algumas empresas. E assim, mesmo na pandemia, os “velhinhos” dela não ficaram abandonados.

          O mundo nos olhos e uma paixão na Vila

Mas essa é só uma parte da minha Mariana. As outras partes, todas maravilhosas, feitas de alma forte, paixão e alegria de viver, são nossas. Dos seus pais, tios, primos e sobrinhos, irmãs e irmãos do coração, além das muitas pessoas queridas que reuniu e manteve ao longo de sua vidinha. Hoje, acredito, todos gostariam de dar um beijo nela. Terá de ser virtual, mas com valor igual.

Amo muito essa menina. E tenho um enorme orgulho de ser pai dela.